É proibido proibir
Disse o garoto com uma bandeira na mão
Enquanto esperava um líder
Para erguer a sua paixão
Seus símbolos são mais importantes
Que os amigos que tem por perto
E ter um milhão de amigos
É viver na solidão
A luta é tão dual quanto seu pensamento
E estar de um lado
É odiar o outro
Enquanto todos querem a mesma paz
Enquanto o homem não estiver em paz consigo
Só verá guerra
E a paz será uma bandeira na lua
Conquistar a terra, o céu e o mar
É trinfar com uma riqueza inventada
Enquanto seus próprios valores definham
Aquele garoto com uma bandeira na mão
Deve estar pensando:
Não somos mais os mesmos
Mas vivemos como nossos pais
domingo, 8 de janeiro de 2012
Línguas
Ainda que eu falasse a língua dos homens
Minhas palavras mudas
Seriam inúmeras
E o som machucaria
Ainda que eu falasse a língua dos anjos
Minhas palavras-músicas
Seriam númeras
E um canto soaria
Ainda que eu falasse a língua dos outros
Sem minha língua
Eu nada veria
Ainda que eu falasse a minha língua
Suas palavras lúcidas
Seriam loucas
E eu nada entenderia
Mesmo se eu falasse a minha língua
E cantasse com os homens
Visse os outros
E entendesse os anjos
Sem amor, eu apenas me machucaria
Aos diversos gênios que tem alimentado minhas vontades.
Minhas palavras mudas
Seriam inúmeras
E o som machucaria
Ainda que eu falasse a língua dos anjos
Minhas palavras-músicas
Seriam númeras
E um canto soaria
Ainda que eu falasse a língua dos outros
Sem minha língua
Eu nada veria
Ainda que eu falasse a minha língua
Suas palavras lúcidas
Seriam loucas
E eu nada entenderia
Mesmo se eu falasse a minha língua
E cantasse com os homens
Visse os outros
E entendesse os anjos
Sem amor, eu apenas me machucaria
Aos diversos gênios que tem alimentado minhas vontades.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
O mundo é pequeno
Quando vejo seu sorriso
Me perco em sentimentos
Abro um sorriso e rio
Olhares são meus documentos
Queria sair daqui
E sumir em você
Libertar o pássaro
Que é o meu coração
E quando te vejo partindo
É como se eu deixasse de enxergar
É como se eu deixasse de chegar
Fico como um avião sem aeroporto
Que quando olha pra baixo
Só vê uma imensidão de infinidades
Acho que eu só queria dizer bom dia, né, amore?
domingo, 18 de setembro de 2011
Menos do mesmo
S
Meu coração bate
Bem mais forte em
Você que não manda em nada
Me faz ficar mais morte
Dá até arrepio na gente
Água correr por teus olhos
Na realidade, quero tua
Boca longe de qualquer sorte
Antes que você me aqueça
Para cada vontade que me vira
Machuco, acerto de ponta
Mando pela minha mão, não cabeça
Cada estalo me faz
Te deixar de gato
Para que eu te tire alma e sapato
Cada gemido teu me deixa
Extasiado, corre de quatro
Que este é o último ato
Me enche com tua vida
Te enlouqueço de amor!
M
Meu coração bate
Bem mais forte do que
Você está tentando fazer
Me faz ficar mais forte
Dá até arrepio na mente
Água escorrendo por meus olhos
Na verdade, tua
Boca é um pedaço do inferno
Então vem e me aqueça
Pra cada vontade, me vira
Me jogo de ponta
Que não manda nada minha cabeça
Cada coisa que me faz
Me faz te chamar de meu gato
Enquanto eu lambo teu pé e sapato
Essa vontade não me deixa
Porque as paredes são de quatro
E me impedem cada ato
Me enche com semente da vida
Me maltrata de amor!
Um poema duplo.
Onde está Rita Lee? Onde está Rihanna?
Onde estão Leo e Bel?
Onde estão Leo e Bel?
sábado, 10 de setembro de 2011
O poeta morreu
A noite existe apenas na cabeça da gente. Podes sair o quanto quiseres para a rua. O problema começa quando queres sair de ti. O escuro é a mais fácil fantasia que se pode vestir, nele tudo está escondido. O que você é continua existindo apenas num canto que ninguém vê.
Quando queres só a luz e, procurando, encontra apenas solidão? E quando o mundo pensa saber quem és, estando tudo escuro? Quando aparece a luz e te cega, te faz ficar tonto, desnorteado, a ponto de não saber mais onde estás? E tentando te olhar no espelho, apenas vês o reflexo de algo que tu nunca imaginaste ser, que nunca foi o que tu quiseste ser?
O quadro na parede parece algo próximo. Aquele sorriso poderia ser seu, e os seus olhos também. A pessoa no quadro é um retrato do que já foste. O que mudou não foi o retrato, foi o pintor.
O poeta não morreu. Só está escondido no escuro tentando ver seu reflexo.
Quando queres só a luz e, procurando, encontra apenas solidão? E quando o mundo pensa saber quem és, estando tudo escuro? Quando aparece a luz e te cega, te faz ficar tonto, desnorteado, a ponto de não saber mais onde estás? E tentando te olhar no espelho, apenas vês o reflexo de algo que tu nunca imaginaste ser, que nunca foi o que tu quiseste ser?
O quadro na parede parece algo próximo. Aquele sorriso poderia ser seu, e os seus olhos também. A pessoa no quadro é um retrato do que já foste. O que mudou não foi o retrato, foi o pintor.
O poeta não morreu. Só está escondido no escuro tentando ver seu reflexo.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Goste
Gosto de ver o teu sorriso
Envaidecido com os meus olhos
Mostrando e gostando
No canto da boca do teu riso
Deliciando durmo
Quando vês, sumo
E o teu gosto,
No meu sonho, ganho
Olho, te amo,
Te vejo, te digo,
Me penso e me grito
Goste ou não goste
Gosto
E sou feliz assim
Naturalmente.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Insônia de você
Aquela noite parecia dia
Teus olhos irradiavam desejos
O calor fazia o inverno esquecer
E eu queria deixar de lembrar que já ia
Parecia que não te conhecia
Mas sabia que não tinha volta
Como lidar com essa emoção nova?
Bom que a gente se reencontraria
Esta sintonia me devora
Eu queria pôr a mesa
Só pra você comer
Agora, passo noites verdadeiras
De noite na cama, pensando
Morrendo de vontade de você
Obrigado, Caê.
Dedicado a uma nova emoção! Quem fez, vai entender. :D
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Outro conto
Não era um
Não era duas
Não era confusão
Não era mais mentira
Prático e Exagerado
Carinhoso (Tímido)
Inteligente - Racional
Passivo, Atuante
Político Ingênuo
assim ele era
jogado ao Léu
Emocional e Explosiva
Ativa - Conduzida
Prática (Carnal)
Inconstante, Envolvente
Artista Influente
assim ela era
ao seu Bel prazer
não eram dois
eram Um
Diziam os Titãs: "O que não é o que não pode ser, que não é?". Eu digo que é.
Dica: Observem as maiúsculas.
sábado, 16 de abril de 2011
Arrepio
Eram onze horas, já se aproximava o horário de almoço. Desde o início da manhã - não havia ainda tomado café -, eu tentava resolver um problema, sem sucesso. Meu trabalho sempre me foi satisfatório e aquele problema me incomodava. Não faz sentido, eu dizia, continuando a procurar cabelo em ovo.
Entretanto, minha cabeça girava em torno de dois problemas, que se entrelaçavam e me rompiam mutuamente. Eu estava apaixonada, era verdade. Aliás, era tanto uma novidade quanto a forma como ele lidava comigo. Ele estava diferente, comentava minhas mudanças para mim e para os outros com elogios discretos. Isso me confundia, de certa forma, talvez ele sempre fosse assim e apenas agora o visse com outros olhos.
Então, tive a impressão de que algo iria acontecer. Todos combinavam um almoço fora, certos da presença de todos. Eu tinha outros planos, porque a ânsia de resolver meu problema era grande. O relatório estava pronto, mas em algum ponto desandava e eu não conseguia obter meu resultado, que era óbvio, mas devia ser demonstrado. Ele deliberadamente não se pronunciava sobre o almoço, até que o convidaram objetivamente. No que ele recusou, insistiram pedantemente - diziam que ele não se misturava - pela sua presença, no que ele comentou brevemente sua insatisfação com o lugar escolhido. Eu também havia rejeitado o convite, pois devia terminar o relatório o quanto antes possível, como se fossem informações desconhecidas de meus superiores.
Todos já haviam saído para o almoço e chegava o meio-dia quando consegui terminar meu relatório. Aliviada, imprimi e levei à minha chefe, que já havia saído para almoçar. Este formato de hierarquia sempre me pareceu estúpido, ainda mais quando vai além de ser ineficaz e prejudica a vida dos subordinados. Entretanto, sabia insconscientemente, desde quando acordara, que seria um bom dia.
Quando voltava à sala, meu colega estava se ajeitando para sair. Eu comentei contente de ter resolvido meu problema, mas demonstrando incômodo pela falta de consideração da chefia. Eu senti no olhar dele a vontade de me retribuir, quando me convidou para acompanhá-lo durante o almoço. Estou livre, respondi, como um jeito de dizer que não tinha outros planos, vamos, continuei. Ele então mostrou uma face enigmática, enquanto seu corpo se levantava e seu braço cruzava minhas costas repousando no meu ombro, me dirigindo em direção à saída. Ele se mostrava imponente, era mais alto e muito mais forte do que eu. Estava protegida, acolhida, tão próxima dele, cada vez mais sentimental.
Fomos assim até seu carro. Ele entrou e por dentro abriu a porta para mim. Logo nos ajeitamos, ligou o carro e o rádio e partimos. Começamos a andar por ruas desconhecidas quando começou a tocar uma música linda. Fiquei arrepiada, esta música me deixa sempre emocionada. Ele notou, constrangido, e segurou minha mão muito sem jeito. Meus olhos deixaram de ficar embargados e começaram a chorar. Fiquei envergonhada e queria muito expor meus sentimentos e por isso chorava mais, pois estava brigando comigo mesma.
Ele então desligou o rádio e sorriu. Naquele momento, só queria que ele soubesse como o quero tanto. Chegamos no local. Ele realmente tem bom gosto e fez muito sentido sua escolha, além de demonstrar o quanto era seguro de si. O local era espaçoso, confortável, organizado e bem decorado, tive uma ótima impressão de lá. Sentamos à mesa e logo fomos nos servir. O buffet era completo e tinha os pratos que adoro.
Voltamos à mesa e à medida que comíamos, começamos a conversar. Divergíamos sobre assuntos aleatórios, enquanto ele demonstrava sua insatisfação, acredito que fosse sua vontade falar sobre a situação que ocorrera no carro. Assim, puxei assunto sobre a música que havia iniciado tudo. Ele dizia ter se assustado, com uma expressão enternecida, no que me expliquei dizendo que aquela música era muito bonita e que me emocionava fácil. Pausamos brevemente a conversa, até que ele, baixinho, com uma insegurança nítida em sua voz, fala exatamente assim:
- Tu não tava chorando até eu tocar em ti.
Tive a impressão de que ele se arrependera disso e fiquei impactada. Ele havia notado como ele fazia diferença para mim. Sorri acoada, tentando disfarçar o medo e lhe respondi um simples "é verdade". Tinha vontade de contar para ele, de gritar para todo mundo o que me faria bem, porém fiquei apenas com o queixo apoiado sobre as mãos entrelaçadas como uma cama suspensa por pés que eram meus cotovelos e fiquei em transe olhando nos seus olhos. Na cultura oriental, diz-se que os olhos são a janela da alma.
Acredito que ele entendera a mensagem. Voltamos muito mais soltos, enquanto ele me contava de algumas particularidades íntimas. Trabalhamos a tarde inteira numa rotina comum. Eu estava dispersa nos meus pensamentos, nas minhas vontades. Era fim do expediente e liguei o rádio. A música estava tocando novamente e tornei a ficar sentimental.
Estávamos todos de saída, a sala sempre é fechada no mesmo horário. Ele me acompanhou até a saída. Ele foi comigo até a parada de ônibus, todos se despediram e ficamos a sós. Timidamente segurou meus cabelos e me perguntou ao pé do ouvido se tinha algum programa para a próxima sexta após o serviço. Eu fiquei arrepiada e balbuciei que ainda não tinha qualquer plano. Ele, num tom sedutor, retrucou pedindo que eu não marcasse nada. Eu o olhei, desconstruída, aceitando seu convite implícito com uma piscadela.
Meu ônibus chegou, nos despedimos afetuosamente. Subi no ônibus, paguei minha passagem e sentei na janela. Notei que ele ainda me olhava, mas petrificada mirei apenas a frente do ônibus. O sinal abriu e logo estava em movimento. Olhei pra trás e vi seu olhar. Retribui com um um leve aceno com a cabeça. Estava novamente arrepiada, sem acreditar no que havia acontecido. Estava enebriada, sem saber o que estava por vir. Outro problema estava resolvido, mesmo que, repetidamente hoje, o resultado ainda não tivesse sido apreciado, desta vez isto não era incômodo, era reconfortante.
Obrigado, Coldplay.
domingo, 10 de abril de 2011
Quando fui minha
Mudando de ares, desta vez, um pequeno conto.
Quando fui minha
Acordara, distraída por uma música, de um sono profundo. A luz do sol espantava minha preguiça. Sentia-me nova, saciada e feliz. Levantei e olhei em volta, nada me parecia diferente, exceto eu. Mas por que minha cama está assim? Alguém esteve aqui que não fosse eu? As perguntas me embaralhavam a cabeça enquanto escutei barulhos vindos da cozinha. Minha atenção dispersa a música suave que tocava dentro de mim, porque agora estava focada nesta nova sensação.
Algo está acontecendo, o que fiz? De alguma forma, tudo mudou. Eu estou sozinha em mim mesma, mas há alguém junto comigo nesta casa. Junto minhas roupas do chão - eu nunca as jogo no chão - e me ajeito tranquilamente, afinal, não deve ser nada de perigoso. Aliás, o que fiz ontem? E só agora essa pergunta me aparecesse. Continuo calma, sempre confiei em mim, que nada de tão severo devo ter feito.
- Tá acordada? Da cozinha, surge a voz de um homem, num tom ligeiramente gentil.
Quem será este cara? Pergunto a mim mesma sem resposta. Era uma voz bastante agradável, é verdade. Era forte, clara e arranhada, assim como ele deveria ser. Quem será? Quem será? Fico sem resposta para mim e para ele. Talvez um minuto tenha se passado e eu sentada na beira da cama, com as roupas no colo e com uma ótima sensação de completude, fico a pensar em tantas qualidades para ele, ao mesmo tempo em que a janela aberta me chama a atenção para o lindo dia que se abre lá fora.
- Oi, linda, tá com fome? Pergunta ele com uma intimidade interessante.
Continuava sem respostas. Ele havia aparecido à porta do quarto, inclinado, só podia observar sua face. Seus traços retos, olhar fixo, lábios pálidos e uma expressão tão convidativa. Minha posição se desfez, e respondi, como se tivesse um reflexo retardado pela sua beleza, que sim, estava com fome. Ele abriu um sorriso e voltou à cozinha. Seus passos eram marcantes e ouvi cada um deles ecoar no corredor.
Quem era aquele lindo homem? Nem me importava mais o que estava fazendo em minha casa, só me importava quanto tempo ainda ficaria. Ele assoviava a música que há instantes me despertara. Não era apenas uma sensação na minha cabeça, vinha, feliz, da cozinha. Isto me deixava mais completa, não era mais um devaneio, não era um sonho, era real.
Vestida apenas com a roupa de baixo - lembro que ele já conhecia minha intimidade - me levanto e observo o dia. Tudo continuava lindo, a luz do sol me aquece e a árvore à frente ri ao sabor do vento. Passam se vários minutos e vou relembrando de cada momento do dia, e da noite, anterior. Engraçado como passam diversas cenas não importantes. Tudo tão corriqueiro que eu devia me sentir normal hoje, e era isso que me era estranho. Cessa a música e o som das folhas soa mais forte. Eu estava contente, feliz, aberta e viva.
A mão dele me toca nas costas, eu me viro rapidamente, surpresa por não ter notado a entrada dele no quarto. Foi como ele havia entrado em minha vida, tudo tão normal, tudo tão bom. Ele, então, sussura ao pé do ouvido: deita, o café está pronto. Esboçando um meigo sorriso, eu ligeiramente me sento, reclinada, apoiada por travesseiros, numa posição entre o deitado e o sentado.
Assim, ele, mecanicamente, eleva a bandeja que estava sobre a cômoda e me serve, ao colo, o café-da-manhã que havia preparado. Ele me servira uma xícara de café com leite e outra de café, duas torradas abertas pouco recheadas e duas frutas. Tive a impressão de que o café não era feito só pra mim, e logo após eu erguer a xícara de café com leite, ele completamente deitado de lado, apenas de cuecas, com a cabeça apoiada na mão fechada e cotovelo apoiado na cama, formando um triângulo harmonioso, destacando o volume do seu antebraço, ergue a taça de café. Enquanto eu estava levando a xícara à boca, parei quando ela tocou meus lábios. Ele estava com um sorriso tão atraente, tão lindo, tão charmoso, que uma pequena vontade me parou os movimentos e tomou conta de todos os meus pensamentos.
Brigando comigo mesma para não me entregar desta forma, desviei rapidamente o olhar daquela face, percorrendo todo o seu corpo - era como em antigas estátuas renascentistas em todas as suas verdades, definições e nuances - passando pelas minhas pernas - meu senso de sedução alertou fortemente que queria escondê-las, numa vontade de que fossem redescobertas e logo as tapo com o lençol habilidosamente com os pés - e passo a olhar o espelho que fica de fronte à cama. Que cena mágica! Eu o vi me devorar com seus olhos castanhos e o cabelo ainda desalinhado. Ele comia uma das torradas, enquanto eu peguei uma das frutas e olhei para ele. Mantivemos os olhos fixos um no outro, como que conversando o que nunca havia sido dito e que já sabíamos. A única coisa que intervia no nosso silêncio era ainda o barulho do vento nas árvores.
Enquanto eu saboreava a situação - restava em mim também o sabor da noite anterior - ele, num interesse claro, pergunta:
- Quantas vezes ainda vou poder ver seu lindo sorriso? Num lisonjeio que me deixou mole e derretida, fiquei entregue. Ele me fisgou e sua mão se moveu rapidamente largando a torrada, enquanto a outra destapava as pernas que eu recém havia coberto.
Terminamos o café-da-manhã tão depressa quanto no unimos novamente. A continuação foi de um carinho tão grande, de uma suavidade tão imponente, de uma gentileza tão determinada que eu berrei sons ininteligíveis para qualquer estranho a nós, que sabíamos o quanto um estava agradando ao outro.
Ele foi para o banheiro, ligando logo o chuveiro. Só então me dei conta de que já passava das dez horas da manhã. Por mais rápido que ele tenha se arrumado, foi grande o tempo para mim. Continuava sorvendo aquela situação, me deliciando com cada momento, com a certeza de me fazia muito bem gostar de mim, sabendo que assim podia gostar dos outros.
Ele saiu do banheiro pronto, de uma maneira impecável, com um porte alinhado e uma expressão de confiança. Talvez para que eu confiasse nele, entretanto uma segurança se traduzia nas suas palavras, às quais eu estava totalmente alheia, em negação por todo o tempo em que ele falava. Ele demonstrava confiar em si mesmo, como se tudo em volta fosse uma escolha sua. Então, entendi porque tudo estava diferente.
Sorrateiramente, deslizei e peguei a chave da porta. Ele me abraçou com uma intimidade, com tanto carinho, que eu transbordava e retribuía seu afeto. A compaixão que fluía entre nós dois era tão corrente que poderia quebrar um coração de pedra. Nos despedimos sabendo que algo de um no outro restara guardado.
Só agora lembro que ele dizia que queria ir embora, e percebo que ele estava certo em si, porque ele também havia escolhido aquilo tudo. Sentia me completa em mim mesma. Havia sido minha e só assim havia sido sua.
De que serve a arte se ninguém puder apreciá-la?
sábado, 29 de janeiro de 2011
Não sei se sou eu ou se é ela
Não sei se sou eu ou se é ela
Que quando passa sorri
E o sorriso acompanha o vento
O vento acompanha a palavra
A palavra acompanha a boca
E a boca apenas arranha
Não se sou eu ou se é ela
Que contagia a todos com alegria
E na alegria, piadas verdes
Outros pensamentos
Novos sonhos
Realidades novas
Não sei se é ela ou se sou eu
Que brinca com a superfície da máscara
E sopra num canto lá do fundo
Onde nunca se viu no mundo
Tamanha bondade no coração
Pela última vez
Não sei se sou ela ou se sou eu
Que quando olha no espelho
Parado, se pergunta
Será que sou ela ou será que ela sou eu?
Obrigado.
Que te quero bem
Hoje eu vi o sol do meu dia nascer
Enquanto rodopiava, o mundo girava
E ria, falava e te olhava
O dia passava e fui descansar
Eu despertei e te vi tão doce
E te acordei
Pra te dizer
Que te quero bem
Depois fui trabalhar e esquecer
Que pensavas em mim o dia inteiro
Tão logo almoçava tua comida
Chorava, ansioso pra te lembrar
Te ligava tão apressado
E te emocionava, porque era só
Pra te dizer
Que te quero bem
Corria pra estudar, pra nossa vida crescer
Estudava, lia, exercitava
Mas o que eu mais queria
Era melhor te conhecer
E troteava à casa
Gritava do portão
Pra todo mundo saber
Que te quero bem
Obrigado, Kaka, minha inspiração!
domingo, 26 de setembro de 2010
Vento negro
Aqueles árabes
Com seus olhos de águia
Brilhavam no horizonte
A procura de ouro
Aqueles brancos
Com suas espadas de fogo
Que vinham de longe
Querendo-me o sangue
Vento negro
Sopra nos meus ouvidos
Conta tudo o que vai acontecer
Aquele povo amerelo
De sorriso singelo
Que vive como formiga
Trabalhando pra construir vida
Aquele povo negro
De força estupenda
Rico por natureza
Querendo vencer
Vento negro
Torna o mundo colorido
Que eu quero viver
Aquele povo mestiço
De rosto sempre alegre
Mescla todos os sentidos
Faz da arte, modo de viver
Vento Negro
Dança comigo
Que eu quero esquecer
Onde estão?
Olho pros lados
Mas só vejo a luz do sol
Tento correr, dou voltas, erro, me esborracho
E continuo sozinho
Em cada momento aparece um
Que se vai quando passa oportunidade
Quando é pra sempre?
Onde está a lealdade?
Onde está a vontade de se conhecer?
E de viver junto?
De compartilhar, de trabalhar, de saber?
De escutar, falar, dançar e pular?
Onde estão aqueles passeios?
Onde estão os amigos?
Onde estão?
sábado, 24 de julho de 2010
Não foi
Nasceu, cresceu, viveu
Hoje, não pode mais
Quer correr, Romeu?
Não, não há paz
E como todos, continua
Te vê na rua
E tu continuas desconhecido
Também não deves ter existido
Passa a folha, passa o tempo, passa e nada
Como podes não ver?
E não posso dizer que estás errada
Noto que quanto mais tempo passo vivo
Mais me aproximo da morte
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Nem todo reluz
O que não existe por existir
Existe por não existir
O que vive sem sentir
Sente que vive
O que ama sem amar
É o que mama sem nanar
Quando a luz tocar
A luz vai tocar
e quando o saber nascer
a vergonha vai morrer
O que não é, não é
O que é, pode não ser, mas ainda é
O prato que não é comido
é comida que o mendigo
mendigava sofrido
comigo
Por isso que te digo
Quando a luz tocar
ah, ela vai tocar
toda face vai se iluminar
e as vozes vão falar
Enquanto isso
Apenas grunhidos
Vindos do bichos
São os vícios
sábado, 1 de maio de 2010
Verde
Verde é natureza
Verde é amareloVerde é paraíso
Verde é vida
Verde não é só beleza
Verde não é singelo
Verde não é risco
Verde não é outra briga
Verde, a cor da minha cidade
Verde, em qualquer cartaz:
Ao verde, a minha vida
Verde, que felicidade
Verde é encontrar a paz
Ao ver-te, Verde
Que figura de linguagem bem difícil de trabalhar.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Escolha
No escuro, a sombra de todo mundo é igual
A ignorância não revela a diferença entre o bem e o mal
Distantes, quem é a beleza e a monstruosidade?
No escuro, nenhuma vida é verdade
No horizonte, o que separa o mar do céu?
As crianças nascem sem saber o que é verdade
A noiva, só depois de prometer a vida pode tirar o véu
Olhando para o horizonte, só o escravo sabe onde não liberdade
Se há caminhos na vida, por que não podemos escolhê-los todos?
A luz só pode cegar quem já pode ver
Medo dela é medo de saber quem somos
O limite do homem é o que ele consegue fazer
E a beleza da criança e a inocência da menina
São impulso para que siga a vida
A ignorância não revela a diferença entre o bem e o mal
Distantes, quem é a beleza e a monstruosidade?
No escuro, nenhuma vida é verdade
No horizonte, o que separa o mar do céu?
As crianças nascem sem saber o que é verdade
A noiva, só depois de prometer a vida pode tirar o véu
Olhando para o horizonte, só o escravo sabe onde não liberdade
Se há caminhos na vida, por que não podemos escolhê-los todos?
A luz só pode cegar quem já pode ver
Medo dela é medo de saber quem somos
O limite do homem é o que ele consegue fazer
E a beleza da criança e a inocência da menina
São impulso para que siga a vida
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Agora meus olhos são pedra
E não se movem para fora de tua direção
Por mais que eu queira fechá-los
Não consigo movê-los
Se a natureza destrói a pedra
Dentro de mim tu estás
E com lágrimas tento te expulsar
Sem sucesso, eu me debato
À marretadas, tento silenciar meus sentimentos
Quanto mais me firo
Mais te encontro em mim mesmo
É uma tristeza pensar-te tão longe
E um bem-estar sentir-te tão perto
E assim, afasto-me de mim
Recaída. Eu sou um bobo mesmo.
E não se movem para fora de tua direção
Por mais que eu queira fechá-los
Não consigo movê-los
Se a natureza destrói a pedra
Dentro de mim tu estás
E com lágrimas tento te expulsar
Sem sucesso, eu me debato
À marretadas, tento silenciar meus sentimentos
Quanto mais me firo
Mais te encontro em mim mesmo
É uma tristeza pensar-te tão longe
E um bem-estar sentir-te tão perto
E assim, afasto-me de mim
Recaída. Eu sou um bobo mesmo.
domingo, 15 de novembro de 2009
Amigos são anjos que nascem
Compartilham e convivem
Vêm e voltam
Sorriem e abraçam
Não há limites para a amizade
Não há fingimentos com fraternidade
Não há erros na maternidade
Não há mistérios na irmandade
Amigo é quem te conhece
Te consola e te ajuda
Quem divide alegria e paz
Amigo é lealdade
É fortaleza
É divino
Obrigado. :D
Compartilham e convivem
Vêm e voltam
Sorriem e abraçam
Não há limites para a amizade
Não há fingimentos com fraternidade
Não há erros na maternidade
Não há mistérios na irmandade
Amigo é quem te conhece
Te consola e te ajuda
Quem divide alegria e paz
Amigo é lealdade
É fortaleza
É divino
Obrigado. :D
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Paixão em prosa
A verdade tem um fundo de maldade. Tudo o que se fala ou sente, parece ser sensivelmente explicado pela biologia. É mentira! Supor que apenas a química das células possa determinar a inteligência é uma besteira. Assim fosse, seríamos mero resultado de um acaso químico sem autodeterminação.
Agora, sinta estas palavras! Cada letra tem um significado, e as letras formando palavras, e as palavras te dizendo que tu estás aí, vivo, lendo isto! Supor que vitaminas, hormônios e ligações químicas possam explicar o a paixão, seria como viver a vida de uma pedra.
Agora, se a cada vez que teu coração pulsa mais forte, tuas idéias ficam bobas a ponto de teus amigos já rirem de ti, então é porque o coração está falando mais alto. Ah, se a beleza inexplicável dela fosse tão clara aos outros. E não é. Entendo casa passo desse abismo, sinto cada passo dessa caminhada de olhos fechado contra convenções sociais, contra outras pessoas, apenas para satisfazer o coração. Ah, a beleza da paixão é mais inebriante do que a beleza da eterna Helena.
Ah, se se contasse todo calafrio, se se perseguisse o ritmo do coração pulsando. A admiração até pode estar em tudo isto, mas o que importa é o súbito desejo de sentir-se bem, e por isso se sentir mal, e se sentir bem em ciclos aleatórios. Ah, a beleza da paixão.
Um pequeno recado para um amigo.
Agora, sinta estas palavras! Cada letra tem um significado, e as letras formando palavras, e as palavras te dizendo que tu estás aí, vivo, lendo isto! Supor que vitaminas, hormônios e ligações químicas possam explicar o a paixão, seria como viver a vida de uma pedra.
Agora, se a cada vez que teu coração pulsa mais forte, tuas idéias ficam bobas a ponto de teus amigos já rirem de ti, então é porque o coração está falando mais alto. Ah, se a beleza inexplicável dela fosse tão clara aos outros. E não é. Entendo casa passo desse abismo, sinto cada passo dessa caminhada de olhos fechado contra convenções sociais, contra outras pessoas, apenas para satisfazer o coração. Ah, a beleza da paixão é mais inebriante do que a beleza da eterna Helena.
Ah, se se contasse todo calafrio, se se perseguisse o ritmo do coração pulsando. A admiração até pode estar em tudo isto, mas o que importa é o súbito desejo de sentir-se bem, e por isso se sentir mal, e se sentir bem em ciclos aleatórios. Ah, a beleza da paixão.
Um pequeno recado para um amigo.
domingo, 11 de outubro de 2009
Produção semanal
Os incomodados que sofram
Dor é outro na tua boca
Quando eu venho te beijar
E o teu cheiro não é mais o meu
E a derrota nos mantém acordados
Morte e abutres
Amor e nós
Somos o nada em qualquer lugar
Vermes saem dos teus ouvidos
O teu coração está na lama, imundo
Pisoteado como indigente em vala comum
Quem nasce morre
É matéria de alento a outro ser
Merda é adubo
Onde o insignificante vai crescer
Só pra incomodar mesmo.
Liberdade - Fim, início e meio
Os olhos tocam o mar
E a felicidade é o fim
O caminho é o luar
A beleza, flor de jasmim
A mentira é uma pedra
O mar destrói o rochedo
O caminho é o mar que abre
O início sou eu quem anseio
Liberdade é um pássaro voando
Sem se chocar com outro
Mesmo quando o errado é ele mesmo
A flor desperta
É um mundo de sentimentos
Enquanto o pássaro caça
O sol a admira sem receio
A liberdade é o homem em paz
É o lugar onde devaneio
A liberdade é o homem quem mata
A liberdade é o caminho inteiro
Onde está a liberdade?
Compra-se um sorriso
Dor é conhecer a si mesmo e chorar
É impossível olhar nos teus olhos
E não sentir dor
É o medo de encontrar a si mesmo
Que me impede de ser quem sou
Sim, porque eu sou tu também
E cada pedaço de maldade que te aflige
É um um grande ataque no meu coração
E assim, dilacerado por cada falta de ação
Vou moribundo pelas esquinas
Procurando meu lugar
Desespero é o fim da dignidade
É o fim da condição racional
O fim da condição humana
O início da necessidade
Mas trabalha, poeta,
Que o mundo também é tu
E cada sorriso teu é um passo a mais
Para um mundo de felicidade
Resposta a alguém com olhos mais calejados que os meus. Poema no link abaixo:
http://essamusica.blogspot.com/2009/09/vende-se-um-sorriso.html
Dor é outro na tua boca
Quando eu venho te beijar
E o teu cheiro não é mais o meu
E a derrota nos mantém acordados
Morte e abutres
Amor e nós
Somos o nada em qualquer lugar
Vermes saem dos teus ouvidos
O teu coração está na lama, imundo
Pisoteado como indigente em vala comum
Quem nasce morre
É matéria de alento a outro ser
Merda é adubo
Onde o insignificante vai crescer
Só pra incomodar mesmo.
Liberdade - Fim, início e meio
Os olhos tocam o mar
E a felicidade é o fim
O caminho é o luar
A beleza, flor de jasmim
A mentira é uma pedra
O mar destrói o rochedo
O caminho é o mar que abre
O início sou eu quem anseio
Liberdade é um pássaro voando
Sem se chocar com outro
Mesmo quando o errado é ele mesmo
A flor desperta
É um mundo de sentimentos
Enquanto o pássaro caça
O sol a admira sem receio
A liberdade é o homem em paz
É o lugar onde devaneio
A liberdade é o homem quem mata
A liberdade é o caminho inteiro
Onde está a liberdade?
Compra-se um sorriso
Dor é conhecer a si mesmo e chorar
É impossível olhar nos teus olhos
E não sentir dor
É o medo de encontrar a si mesmo
Que me impede de ser quem sou
Sim, porque eu sou tu também
E cada pedaço de maldade que te aflige
É um um grande ataque no meu coração
E assim, dilacerado por cada falta de ação
Vou moribundo pelas esquinas
Procurando meu lugar
Desespero é o fim da dignidade
É o fim da condição racional
O fim da condição humana
O início da necessidade
Mas trabalha, poeta,
Que o mundo também é tu
E cada sorriso teu é um passo a mais
Para um mundo de felicidade
Resposta a alguém com olhos mais calejados que os meus. Poema no link abaixo:
http://essamusica.blogspot.com/2009/09/vende-se-um-sorriso.html
domingo, 13 de setembro de 2009
Perdidos
Os meus músculos e o meu corpo
Da terra vieram e pra terra voltarão
Os povos que habitaram aqui eu não conheci
Mas foram ele que determinaram onde estou
Deus criou o universo e suas leis
A partir disso, a obra existe apenas
Onde as pessoas são, assim é sua tradição
Não é o divino que escolhe o teu caminho
As forças que existem
Só podem mudar a intensidade com que se percorre o caminho
Quem dá a direção é tu
Sonha, conhece, escuta
Ama aos outros como a ti mesmo
Sabe que o amanhã é um pedaço de ti mesmo
Quando abatido, lembra-te da perseverança
Quando machucado, lembra-te da tua força
Quando orgulhoso, lembra-te do pó
Quando vitorioso, lembra-te dos amigos
O orgulho é início e o fim do homem
A tradição é o início e o fim da humanidade
A loucura é o início e o fim do vício
A verdade é o início e o fim dos tempos
Profético, não?
Da terra vieram e pra terra voltarão
Os povos que habitaram aqui eu não conheci
Mas foram ele que determinaram onde estou
Deus criou o universo e suas leis
A partir disso, a obra existe apenas
Onde as pessoas são, assim é sua tradição
Não é o divino que escolhe o teu caminho
As forças que existem
Só podem mudar a intensidade com que se percorre o caminho
Quem dá a direção é tu
Sonha, conhece, escuta
Ama aos outros como a ti mesmo
Sabe que o amanhã é um pedaço de ti mesmo
Quando abatido, lembra-te da perseverança
Quando machucado, lembra-te da tua força
Quando orgulhoso, lembra-te do pó
Quando vitorioso, lembra-te dos amigos
O orgulho é início e o fim do homem
A tradição é o início e o fim da humanidade
A loucura é o início e o fim do vício
A verdade é o início e o fim dos tempos
Profético, não?
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Não me deixe triste
Toda vez em que sol brilhar de novo
Sei que o meu calor foi embora
A aguá está fria agora
É chegado o fim de agosto
Sei que perco mais que você
Vejo aquele porta-retrato vazio
Onde estávamos, ao pé do rio
Esperando o amanhecer
Em qualquer forma de nuvem te encontro
E desejo cada vez mais a tua volta
Mesmo sabendo que aquela foi a última porta
Em que te coloquei no meu centro
A solidão é infeliz porque machuca com o passado
O que foi encenado está marcado
A tristeza é uma marca de batalha dos apaixonados
Esse ficou bacana. :D
Sei que o meu calor foi embora
A aguá está fria agora
É chegado o fim de agosto
Sei que perco mais que você
Vejo aquele porta-retrato vazio
Onde estávamos, ao pé do rio
Esperando o amanhecer
Em qualquer forma de nuvem te encontro
E desejo cada vez mais a tua volta
Mesmo sabendo que aquela foi a última porta
Em que te coloquei no meu centro
A solidão é infeliz porque machuca com o passado
O que foi encenado está marcado
A tristeza é uma marca de batalha dos apaixonados
Esse ficou bacana. :D
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Sim, eram pequenos pedaços de folhas
Se despedaçavam pelo caminho
Assim como meus olhos
Minha alma sentia uma luz diferente
A lua ainda não havia se despedido
E o sol já trazia a aurora de róseos dedos
A pedra conversava baixinho com o córrego
Que é regado àquela natureza pelos deuses
Entre todo orvalho
Flores pequeninas
Lilases, brancas, amarelas, vermelhas
Tão vermelhas quanto o calor daquele dia
E em toda essa natureza
Nada mais esplêndido
Nada mais espertacular
Do que te ver passar
E tu passavas pelo caminho
Mais levemente que o vento
Feliz dia do amigo.
Se despedaçavam pelo caminho
Assim como meus olhos
Minha alma sentia uma luz diferente
A lua ainda não havia se despedido
E o sol já trazia a aurora de róseos dedos
A pedra conversava baixinho com o córrego
Que é regado àquela natureza pelos deuses
Entre todo orvalho
Flores pequeninas
Lilases, brancas, amarelas, vermelhas
Tão vermelhas quanto o calor daquele dia
E em toda essa natureza
Nada mais esplêndido
Nada mais espertacular
Do que te ver passar
E tu passavas pelo caminho
Mais levemente que o vento
Feliz dia do amigo.
sábado, 18 de julho de 2009
Escritos antigos
Finalmente estoy excluindo uma velha conta, do antigo flogão, e aqui vão poemas de quando eu não entendia o que era maturidade.
Tudo o que eu quis
Eu tentei e nada me ajuda
Sou como um peixe contra a corrente
Que tem que usar força dobrada para consegui o que quer
Eu sempre estive em mim
E por isso pude ajudar os outros
Mas agora nem em mim estou
E os " amigos" que pensei ter
Nem querem pensar em me ajudar
Eu estive caminhando rápido por um caminho estreito
Mas nessa longa caminhada
As estradas são mais largas
E eu nem sei por onde começar
Quando me pego a pensar
Que em tudo eu pude ser melhor
E que tu apenas dependias de mim
Vejo que a força que tenho não é suficiente
E quando apenas queria
Saber que a vida ainda tem uma chance a me dar
Vejo os céus fugindo de mim
E posso apenas ter a certeza que o fracasso é inevitável
Por que não existe força que destrua o mundo
E não existe mundo que tenha força
Quando apenas quis ter um pouco me ofereceram tudo
Quando quis tudo me privaram do pouco
Só aí então pude perceber
Que poucas coisas podem te fazer feliz
Eu apenas quis que pudessem se orgulhar d mim
Mas eu fracassei
E nada até agora pode se apoiar em mim
Porque nem eu me agüento em mim mesmo
Eu quis salvar o mundo
Não pude o ajudar
E nem a mim mesmo salvei
O mundo é grande de mais pra mim
Conhecer
Eu andei por vários caminhos
Até que encontrei algo que ainda não tinha visto
Uma pedra tão alta, tão forte, livremente imponente
Que não parecia que um dia iria terminar
Eu subi nela e vi um horizonte que eu nunca tinha visto
Era algo magnífico aquilo
Eu me senti tão perto das estrelas
Comecei a pensar em tantas coisas
Até que comecei a escutar vozes em uma praia deserta
Elas diziam algo sobre amor, coração e de mim mesmo
Que eu nunca tinha notado mas sempre tinha visto
Como olhos de águia que sempre acertarão com objetividade o oponente
Mas quem não vê que o terreno pode ser prejudicial para si mesmo nessa batalha
Eu senti um vento forte passar por mim
Mas apenas sabia que era forte
Não senti sua força agir sobre mim
E me larguei daquela altura
Me senti liberto de tudo o que me prendia
Mas quando voltei ao mundo terreno notei uma coisa
Eu já não estava sobre a pedra
Eu estava muito longe dela no meio da água
Depois daquele dia eu que sempre fui sozinho de pessoas
Sabia que estava em todas elas e que podia fazer o que quisesse
Estava liberto mas novamente preso
Mas era uma prisão que não me prendia
Imaginar é preciso
Sonhar é uma dádiva
Conhecer os outros é ser sábio
E conhecer a si mesmo é ser iluminado
Por que o amor é passageiro?
Eu fiz tudo o que eu pensava que deveria fazer
Eu fiz o que deveria ser feito
Mas a mente humana não é capaz de se entender
E então o que tu faz não me faz nenhum sentido
Eu tentei ser uma pessoa melhor
Eu quis ser ser uma pessoa melhor
Eu queria ser tudo pra ti
Mesmo sabendo que isso é impossível
Eu iria até o fim do mundo se fosse preciso
Venceria dragões e reis só pra te ver bem
Eu dei o melhor de mim
Pois pensei estar fazendo o bem
E o bem só deveria trazer o bem
Mas o bem não gera bem
Engraçado que não é como a regra do mal
Onde mal gera mal
Eu queria poder entender
O acontece em você quando te dá uma cólera contra mim
Eu queria poder sentir o que fiz contigo
Para poder saber por que mereço tanto sofrimento
A dor estará comigo, depende apenas de mim sofrer
Eu tento aparentar bravura e desinteresse
Mas este o meu escudo, por muitas vezes, tenho que colocá-lo a descansar
E as lágrimas saem sem precedentes
Eu queria sentir o vento na minha pele
Onde poderia sentir a tua
Mas as regras não podem ser quebradas
E apenas uma questão continua em mim
Por que o amor é passageiro?
Um dia
Um dia eu estarei perto de todos
Um dia que será lembrado na história desta humanidade
Como o dia mais feliz da vida de um homem
Um dia que será apenas mais um dia
O tempo faz dele apenas mais um entre tantos que existem
Mas o tempo também faz com que ele esteja no passado já
E por isso nunca mais poderá ser tocado
Apenas admirado e lembrado
Neste dia, em que tudo terá seu correto valor
Continuarão a acontecer guerras
Mais pessoas irão morrer
E tudo o que existe hoje existirá neste dia
Mas apenas uma coisa diferencia este dia de qualquer outro dia
Pois neste dia, acontecerá algo tão diferente e inovador
Que todas as pessoas pelo menos em um minuto poderão sentir
Aquilo que este ser veio fazer nesta terra
Deus lhe resguardou a força e a inteligência
A sapiência e as técnicas de combate
Que nenhum ser humano incompleto é capaz de saber
Aquilo que apenas aquele que vem dos céus pode entender
Até eu queria estar no mundo quando isto aconteceu
Apenas para saber que mesmo humanos, nós somos parte de Deus
E por isso temos um pouco dele em nós
O que por conseqüência faz de nós nossos deuses
O que um dia o talvez profeta ou talvez filho de Deus
Queria apenas que pensássemos
Que se existimos
Devemos ter uma razão para viver
Sei que hoje em dia é impossível ver o filho de Deus encarnado
Pois o chamariam de louco ou gênio ou um ser sobrenatural
O homem tem muita sede para potes pequenos
E quando acha um pote grande pensa estar vazio
Eu espero um dia estar de novo entre meus irmãos
Para poder lhes dar a mão e orar
Para que sintam a energia divina e acreditem de novo
Que esta energia está em nós
Já me julgaram mal, já me julgaram santo
Mas toda essa discussão sobre eu ser isto ou aquilo não tem valor
Por em meio a isto esquecem o mais importante
Todos somos abençoados e devemos procurar nossa benção onde ela deve estar
Deus nos deu a nossa benção
E por ela nos deu a vida
E não devemos desperdiçar a vida sem a benção
Pois fomos feitos para isto e muito mais
Alguns aqui me julgarão mal, mas assim como Jesus um dia foi crucifixado,
eu termino isto contando uma história que se reflete aqui:
"Ainda jovem, Beethoven resolveu escrever alguns improvisos sobre músicas de Pergolesi. Dedicou-se durante meses ao trabalho e, finalmente, teve coragem de divulgá-lo. Um crítico publicou uma página inteira num jornal alemão, atacando com ferocidade a música do compositor.
Beethoven, porém, não se abalou com os comentários. Quando seus amigos insistiram para que respondesse ao crítico, ele apenas comentou:
- O que preciso fazer é continuar meu trabalho. Se a música que componho for tão boa como penso, ela irá sobreviver ao jornalista. Se tiver a profundidade que espero que tenha, ela irá sobreviver ao próprio jornal. Então, se este ataque feroz ao que faço for lembrado no futuro, será apenas para ser usado como exemplo da imbecibilidade dos críticos.
Beethoven estava certíssimo. Mais de 100 anos depois, a tal crítica foi lembrada num programa de rádio de São Paulo."
O tempo
Corra, corra tudo o que puderes
Sinta a brisa do vento parando em sua cara
Saiba que ele está em movimento
Assim como tudo que há
Com o tempo é assim
Por horas nos sentimos parados,
Mas ele sabe que cada segundo
Estará para sempre marcado em nós
Assim como tudo, aquela vez em que eu peguei aquele galho
Ele parecia estar parado,
Mas na verdade estava em movimento assim como eu
E nunca mais fomos os mesmos
Eu queria poder sentir o tempo passando por mim
Saber o significado de tudo o que existe
Para poder apenas dizer que vale a pena
Apesar de todo o mal que possa acontecer
VALE A PENA!
Por isso, não perca tempo
Ele é como uma comida gostosa
Uma hora acaba
Ele é gracioso como uma donzela no campo
Sabe ser adorável ou malvada nas horas certas
Sempre sabendo que o bem também tem mal
E que Deus criou os dois para que
Possamos escolher e nos aprimorarmos
Saiba que o que vale é o que vai
Não o que fica.
É melhor sem relembrado em páginas
Do que esquecido em palácios de ouro cintilante
Por isso não percam tempo
Vivam intensamente
Por que foi para isso que nascemos!
Aqui vai a minha auto-crítica:
No último poema começa a se desenhar uma tendência estilística, mas esteticamente são poemas mal elaborados, apenas para expressar sentimentos reprimidos. No fim, novamente, se retoma a tendência no tema de "otimismo porque o pessimismo machuca". Isto tudo marca um pequeno pedaço de uma época de transição interna.
Quis colocá-los aqui porque ultimamente estava usando muito a frase "people don't change", mas estes poemas são a prova de que as pessoas mudam.
Tudo o que eu quis
Eu tentei e nada me ajuda
Sou como um peixe contra a corrente
Que tem que usar força dobrada para consegui o que quer
Eu sempre estive em mim
E por isso pude ajudar os outros
Mas agora nem em mim estou
E os " amigos" que pensei ter
Nem querem pensar em me ajudar
Eu estive caminhando rápido por um caminho estreito
Mas nessa longa caminhada
As estradas são mais largas
E eu nem sei por onde começar
Quando me pego a pensar
Que em tudo eu pude ser melhor
E que tu apenas dependias de mim
Vejo que a força que tenho não é suficiente
E quando apenas queria
Saber que a vida ainda tem uma chance a me dar
Vejo os céus fugindo de mim
E posso apenas ter a certeza que o fracasso é inevitável
Por que não existe força que destrua o mundo
E não existe mundo que tenha força
Quando apenas quis ter um pouco me ofereceram tudo
Quando quis tudo me privaram do pouco
Só aí então pude perceber
Que poucas coisas podem te fazer feliz
Eu apenas quis que pudessem se orgulhar d mim
Mas eu fracassei
E nada até agora pode se apoiar em mim
Porque nem eu me agüento em mim mesmo
Eu quis salvar o mundo
Não pude o ajudar
E nem a mim mesmo salvei
O mundo é grande de mais pra mim
Conhecer
Eu andei por vários caminhos
Até que encontrei algo que ainda não tinha visto
Uma pedra tão alta, tão forte, livremente imponente
Que não parecia que um dia iria terminar
Eu subi nela e vi um horizonte que eu nunca tinha visto
Era algo magnífico aquilo
Eu me senti tão perto das estrelas
Comecei a pensar em tantas coisas
Até que comecei a escutar vozes em uma praia deserta
Elas diziam algo sobre amor, coração e de mim mesmo
Que eu nunca tinha notado mas sempre tinha visto
Como olhos de águia que sempre acertarão com objetividade o oponente
Mas quem não vê que o terreno pode ser prejudicial para si mesmo nessa batalha
Eu senti um vento forte passar por mim
Mas apenas sabia que era forte
Não senti sua força agir sobre mim
E me larguei daquela altura
Me senti liberto de tudo o que me prendia
Mas quando voltei ao mundo terreno notei uma coisa
Eu já não estava sobre a pedra
Eu estava muito longe dela no meio da água
Depois daquele dia eu que sempre fui sozinho de pessoas
Sabia que estava em todas elas e que podia fazer o que quisesse
Estava liberto mas novamente preso
Mas era uma prisão que não me prendia
Imaginar é preciso
Sonhar é uma dádiva
Conhecer os outros é ser sábio
E conhecer a si mesmo é ser iluminado
Por que o amor é passageiro?
Eu fiz tudo o que eu pensava que deveria fazer
Eu fiz o que deveria ser feito
Mas a mente humana não é capaz de se entender
E então o que tu faz não me faz nenhum sentido
Eu tentei ser uma pessoa melhor
Eu quis ser ser uma pessoa melhor
Eu queria ser tudo pra ti
Mesmo sabendo que isso é impossível
Eu iria até o fim do mundo se fosse preciso
Venceria dragões e reis só pra te ver bem
Eu dei o melhor de mim
Pois pensei estar fazendo o bem
E o bem só deveria trazer o bem
Mas o bem não gera bem
Engraçado que não é como a regra do mal
Onde mal gera mal
Eu queria poder entender
O acontece em você quando te dá uma cólera contra mim
Eu queria poder sentir o que fiz contigo
Para poder saber por que mereço tanto sofrimento
A dor estará comigo, depende apenas de mim sofrer
Eu tento aparentar bravura e desinteresse
Mas este o meu escudo, por muitas vezes, tenho que colocá-lo a descansar
E as lágrimas saem sem precedentes
Eu queria sentir o vento na minha pele
Onde poderia sentir a tua
Mas as regras não podem ser quebradas
E apenas uma questão continua em mim
Por que o amor é passageiro?
Um dia
Um dia eu estarei perto de todos
Um dia que será lembrado na história desta humanidade
Como o dia mais feliz da vida de um homem
Um dia que será apenas mais um dia
O tempo faz dele apenas mais um entre tantos que existem
Mas o tempo também faz com que ele esteja no passado já
E por isso nunca mais poderá ser tocado
Apenas admirado e lembrado
Neste dia, em que tudo terá seu correto valor
Continuarão a acontecer guerras
Mais pessoas irão morrer
E tudo o que existe hoje existirá neste dia
Mas apenas uma coisa diferencia este dia de qualquer outro dia
Pois neste dia, acontecerá algo tão diferente e inovador
Que todas as pessoas pelo menos em um minuto poderão sentir
Aquilo que este ser veio fazer nesta terra
Deus lhe resguardou a força e a inteligência
A sapiência e as técnicas de combate
Que nenhum ser humano incompleto é capaz de saber
Aquilo que apenas aquele que vem dos céus pode entender
Até eu queria estar no mundo quando isto aconteceu
Apenas para saber que mesmo humanos, nós somos parte de Deus
E por isso temos um pouco dele em nós
O que por conseqüência faz de nós nossos deuses
O que um dia o talvez profeta ou talvez filho de Deus
Queria apenas que pensássemos
Que se existimos
Devemos ter uma razão para viver
Sei que hoje em dia é impossível ver o filho de Deus encarnado
Pois o chamariam de louco ou gênio ou um ser sobrenatural
O homem tem muita sede para potes pequenos
E quando acha um pote grande pensa estar vazio
Eu espero um dia estar de novo entre meus irmãos
Para poder lhes dar a mão e orar
Para que sintam a energia divina e acreditem de novo
Que esta energia está em nós
Já me julgaram mal, já me julgaram santo
Mas toda essa discussão sobre eu ser isto ou aquilo não tem valor
Por em meio a isto esquecem o mais importante
Todos somos abençoados e devemos procurar nossa benção onde ela deve estar
Deus nos deu a nossa benção
E por ela nos deu a vida
E não devemos desperdiçar a vida sem a benção
Pois fomos feitos para isto e muito mais
Alguns aqui me julgarão mal, mas assim como Jesus um dia foi crucifixado,
eu termino isto contando uma história que se reflete aqui:
"Ainda jovem, Beethoven resolveu escrever alguns improvisos sobre músicas de Pergolesi. Dedicou-se durante meses ao trabalho e, finalmente, teve coragem de divulgá-lo. Um crítico publicou uma página inteira num jornal alemão, atacando com ferocidade a música do compositor.
Beethoven, porém, não se abalou com os comentários. Quando seus amigos insistiram para que respondesse ao crítico, ele apenas comentou:
- O que preciso fazer é continuar meu trabalho. Se a música que componho for tão boa como penso, ela irá sobreviver ao jornalista. Se tiver a profundidade que espero que tenha, ela irá sobreviver ao próprio jornal. Então, se este ataque feroz ao que faço for lembrado no futuro, será apenas para ser usado como exemplo da imbecibilidade dos críticos.
Beethoven estava certíssimo. Mais de 100 anos depois, a tal crítica foi lembrada num programa de rádio de São Paulo."
O tempo
Corra, corra tudo o que puderes
Sinta a brisa do vento parando em sua cara
Saiba que ele está em movimento
Assim como tudo que há
Com o tempo é assim
Por horas nos sentimos parados,
Mas ele sabe que cada segundo
Estará para sempre marcado em nós
Assim como tudo, aquela vez em que eu peguei aquele galho
Ele parecia estar parado,
Mas na verdade estava em movimento assim como eu
E nunca mais fomos os mesmos
Eu queria poder sentir o tempo passando por mim
Saber o significado de tudo o que existe
Para poder apenas dizer que vale a pena
Apesar de todo o mal que possa acontecer
VALE A PENA!
Por isso, não perca tempo
Ele é como uma comida gostosa
Uma hora acaba
Ele é gracioso como uma donzela no campo
Sabe ser adorável ou malvada nas horas certas
Sempre sabendo que o bem também tem mal
E que Deus criou os dois para que
Possamos escolher e nos aprimorarmos
Saiba que o que vale é o que vai
Não o que fica.
É melhor sem relembrado em páginas
Do que esquecido em palácios de ouro cintilante
Por isso não percam tempo
Vivam intensamente
Por que foi para isso que nascemos!
Aqui vai a minha auto-crítica:
No último poema começa a se desenhar uma tendência estilística, mas esteticamente são poemas mal elaborados, apenas para expressar sentimentos reprimidos. No fim, novamente, se retoma a tendência no tema de "otimismo porque o pessimismo machuca". Isto tudo marca um pequeno pedaço de uma época de transição interna.
Quis colocá-los aqui porque ultimamente estava usando muito a frase "people don't change", mas estes poemas são a prova de que as pessoas mudam.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Desejo
Era uma estrela que brilhava mais forte no céu?
Ou um coração que pulsava mais forte na terra?
Certeza é que eu vi aquele olhar
Certeiro, foi parar no fundo da alma
E quando eu olhei novamente
Feliz, não eram olhares e sim beijos
O sol é que era altivo no céu
Com seu laranja e sua luz
Aquecendo o coração
E a coragem de quem seduz
Ah, é o raiar do sol que cria vida
e dá o valor do luar
A pedido.
Ou um coração que pulsava mais forte na terra?
Certeza é que eu vi aquele olhar
Certeiro, foi parar no fundo da alma
E quando eu olhei novamente
Feliz, não eram olhares e sim beijos
O sol é que era altivo no céu
Com seu laranja e sua luz
Aquecendo o coração
E a coragem de quem seduz
Ah, é o raiar do sol que cria vida
e dá o valor do luar
A pedido.
domingo, 28 de junho de 2009
É preciso
É preciso amar como criança feliz, trabalhar como adulto perseverante, ser sábio como velho capaz. Precisamos amar incondicionalmente, odiar por pouco tempo. Quem nunca viu uma criança brigar com seu melhor amigo e dois dias depois estar brincando novamente? Quem nunca viu alguém ser despedido, e voltar a trabalhar com entusiasmo maior do que tinha antes? Quem nunca viu um velho errar, admitir o seu erro e mudar?
O bem e o mal são cada ação do homem.
Por que eu não estou querendo continuar meu tratado sobre o bem e o mal. Mas uma hora ele vem para cá.
O bem e o mal são cada ação do homem.
Por que eu não estou querendo continuar meu tratado sobre o bem e o mal. Mas uma hora ele vem para cá.
sábado, 27 de junho de 2009
Pedra
Ah, cada dor que sinto é como uma rocha
E eu sou o rio
Bato nela, cada vez mais me machuco
Eu continuo, a pedra fica
A pedra vai diminuindo de tamanho
Vai despedaçando
Tomando parte de mim
Quem sou?
Não sei mais se eu sou a pedra
Ou se ela apenas está em mim
A verdade é que
Água cansada se machuca com amor
e que
Rio que corre forte é como a paixão,
Ainda não sentiu dor e quer todos os prazeres de amor
Que lixo gramatical. Já estive melhor com a escolha de palavras. Um dia lapidá-lo-ei melhor.
E eu sou o rio
Bato nela, cada vez mais me machuco
Eu continuo, a pedra fica
A pedra vai diminuindo de tamanho
Vai despedaçando
Tomando parte de mim
Quem sou?
Não sei mais se eu sou a pedra
Ou se ela apenas está em mim
A verdade é que
Água cansada se machuca com amor
e que
Rio que corre forte é como a paixão,
Ainda não sentiu dor e quer todos os prazeres de amor
Que lixo gramatical. Já estive melhor com a escolha de palavras. Um dia lapidá-lo-ei melhor.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Golpe
E cada som me alegra
Cada olhar teu me ilumina
Tuas pálpebras são nuvens vis
Que apagam vida do dia,
Me matam
Levando ao vale dos sonhadores
E cada toque me fazia voar
Então um golpe me derrubou
Era o destino, derrubando a esperança
E logo o silêncio tomou conta do local
Novamente a escuridão era minha companheira
Triste.
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