quarta-feira, 23 de agosto de 2023
Ainda é cedo
segunda-feira, 12 de junho de 2023
Amor inteiro
quarta-feira, 26 de abril de 2023
Cura ao concreto
sexta-feira, 10 de março de 2023
A face do destruidor
quinta-feira, 2 de março de 2023
É preciso tempo
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023
Sempre alerta
Parada obrigatória
Há cartas que nunca serão lidas.
segunda-feira, 28 de novembro de 2022
Nuvem negra
quinta-feira, 13 de outubro de 2022
Piano, piano
Correm velozes carros
(ao fundo, um piano)
Rasgam o seio da noite
Individualmente isolam
Afligem, subtraem, ignoram
Variam constantemente a aceleração
Varrem o chão da cidade
(um piano ao fundo)
Corpo-cápsula
Coração-bomba
Fina lata de aço
Comprime meus órgãos
Dilata artérias urbanas
Da janela, o eco
(o fundo de um piano)
Pneus no que piso
Aumentam a pressão
Cortam a pele das calçadas
Que sangram de óleo e choro
(piano, piano, piano)
Carinho, ver-te
domingo, 9 de outubro de 2022
Declaração
domingo, 14 de agosto de 2022
Navegar
domingo, 31 de julho de 2022
Tela Viva
domingo, 26 de junho de 2022
Violada
sexta-feira, 24 de junho de 2022
Caminhar até a onda
sexta-feira, 10 de junho de 2022
Não vou encontrar deus
sábado, 14 de maio de 2022
Silêncio
quarta-feira, 2 de março de 2022
Campo de guerra
Nunca acaba
domingo, 5 de dezembro de 2021
Aproximando sorrisos
quarta-feira, 20 de outubro de 2021
Mais uma vez
segunda-feira, 17 de maio de 2021
De um lado a outro
Desordem
segunda-feira, 4 de janeiro de 2021
Leve como o mar
sexta-feira, 4 de dezembro de 2020
Quartzo
domingo, 1 de novembro de 2020
Íris
sábado, 3 de outubro de 2020
Entranhas
domingo, 20 de setembro de 2020
Interactive love
sexta-feira, 28 de agosto de 2020
Espelho
sábado, 22 de agosto de 2020
Futuro em chamas
quarta-feira, 19 de agosto de 2020
Tudo é diferente no presente
Olho pro passado e vejo tanta dor e aprendizado. Hoje sinto tanta potência com capacidade de existência. Desde o nascimento, marca de início da vida, vou chegando a trinta voltas ao sol. Nosso ritmo é natural, num tempo fixo para nossas capacidades de percepção.
Tanto acumulei em mim, em vários campos do conhecimento. Se penso e existo, tenho tantas existências. E vou as aproximando cada vez mais no mesmo ser. Não precisam ser a mesma coisa, mas talvez ser na mesma pessoa, das diversas personas que me compõe. Como ser multidisciplinar nesse mundo cheio de caixinhas?
Posso ser radicalmente progressista, mas sem o senso de destruição? A desconstrução só serve para construções novas que devem ser destruídas novamente após isso. A arte descreve toda essa imaterialidade que a língua não consegue expressar. Preciso de origem pra saber quem eu sou, ou sou conforme me fizeram e me fiz?
Apesar de tudo, amo como a despretensão é capaz de gestar coisas tão complexas que podem de fato aperceber o futuro. A vontade é o valor que carrega meus sentidos e conflita com a razão frequentemente. E sou este espaço onde todas as forças disputam um lugar para viver.
Vivo. ¡Viva! E o passado é algo que não me cabe mais, em que não sou mais, já fui. Estou aqui precisando de roupas novas, de idéias para frente, de sentidos construtores de um novo futuro. O velho futuro fica no passado. O futuro do pretérito é algo que não me cabe mais.
Vou ser mais, onde posso ser mais, onde quero ser mais. E só eu posso me parar. Dos 30 aos 40, em 10 anos. O futuro é onde posso estar.
Obrigada, Belchior. "O passado é uma roupa que não nos serve mais"
"Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais"
O álcool que permite que as idéias desconexas sejam um mesmo espaço compõe este poema e essas reflexões.